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O que são chargebacks?

O que são chargebacks?


Entenda o que são e como evitar chargebacks na Ephra

Um chargeback acontece quando o titular de um cartão de crédito entra em contato com o banco e solicita o cancelamento de uma compra já realizada.
Nesse caso, o banco devolve o valor ao cliente de forma forçada, sem a intermediação direta do vendedor ou da plataforma.


Em quais situações ocorre um chargeback?

Os bancos não aprovam chargebacks sem motivo. Em geral, eles acontecem em apenas dois cenários:

  • Insatisfação com o produto ou serviço, quando o cliente solicita o reembolso e não obtém resposta ou tem o pedido negado
  • Uso indevido do cartão de crédito, como casos de cartão clonado ou fraude


Na Ephra, o cenário mais comum é o primeiro:
clientes insatisfeitos que não conseguem resolver a situação por reembolso.


Por que chargebacks são tão prejudiciais?


Os chargebacks funcionam como um reembolso forçado, porém com consequências sérias.
As bandeiras de cartão (como Visa e Mastercard) impõem limites máximos de taxa de chargeback.
Se esses limites forem ultrapassados, o vendedor pode sofrer:

  • Multas
  • Bloqueio temporário de vendas
  • Suspensão definitiva do processamento de pagamentos


📌 Diferente dos reembolsos, que não possuem limite, chargebacks têm tolerância máxima.

Qual é o limite de chargeback?


A Ephra segue rigorosamente as regras das bandeiras de cartão.

  • Taxa máxima aceitável: 1,5%
  • Acima disso, a plataforma pode ser obrigada a interromper o processamento de pagamentos da conta
Por isso, é sempre melhor reembolsar um cliente do que permitir que o problema vire um chargeback.



Como a taxa de chargeback é calculada?


A taxa de chargeback é calculada com base em valores financeiros, e não na quantidade de vendas.
O cálculo considera:

  • 💰 Valor total em reais de chargebacks
  • ➗ dividido pelo
  • 💳 Valor total em reais de vendas aprovadas no cartão
📌 O número de transações não entra no cálculo — apenas o montante financeiro.


Como evitar chargebacks na prática


1️⃣ Faça reembolsos sem burocracia

Se um cliente pedir reembolso, atenda rapidamente.
Mesmo que:

  • O produto já tenha sido entregue
  • O cliente já tenha acessado o conteúdo

👉 Reembolsar faz parte do custo do negócio digital.


2️⃣ Aceite uma taxa saudável de reembolsos

É normal e saudável ter entre 5% e 10% de reembolsos.
O problema não é reembolsar —
o problema é recusar reembolsos e empurrar o cliente para o banco.


O maior erro que leva ao bloqueio de contas


O padrão mais perigoso observado em plataformas de pagamento é:

  • ❌ Produtor com poucos reembolsos
  • ❌ Produtor com chargebacks altos

Isso acontece quando o vendedor se recusa a reembolsar alegando que:

“O cliente já recebeu o curso / e-book / mentoria”

O resultado:

  • Cliente frustrado
  • Cliente liga para o banco
  • Chargeback aprovado
  • Conta em risco


E os chargebacks por fraude?


Fraudes com cartão clonado podem acontecer, mesmo com sistemas antifraude.

  • Uma taxa de até 0,5% por fraude é considerada normal
  • A Ephra utiliza mecanismos antifraude, mas nenhuma plataforma consegue zerar totalmente esse risco

Por isso, alguns nichos de alto risco não são permitidos na plataforma.


Como acompanhar sua taxa de chargeback?


Você pode acompanhar sua taxa diretamente no dashboard da plataforma.
📌 Recomendação:

  • Analise períodos de 30 dias
  • Compare também os últimos 60 dias

Isso ajuda a identificar tendências antes que se tornem um problema.


O que acontece se minha taxa ficar muito alta?


Dependendo da gravidade, a Ephra pode:

  • Entrar em contato solicitando ajustes imediatos
  • Suspender temporariamente as vendas
  • Reter parte ou todo o saldo por até 120 dias


Isso ocorre porque chargebacks podem ser abertos até 120 dias após a venda, e a plataforma precisa garantir que haverá saldo para cobrir essas ocorrências.


Conclusão


Chargebacks não são apenas reembolsos —
eles são um risco direto para o seu negócio.
👉 Reembolsar rápido protege sua conta
👉 Evitar conflitos protege sua operação
👉 Menos chargebacks = mais estabilidade

Atualizado em: 13/01/2026